No novo governo, troca em estatal começa pela Caixa e pelo BNDES

Miriam Belchior e Luciano Coutinho, colaboradores próximos de Dilma Rousseff, estão fora do novo governo. Não há pressa para mudar o comando no Banco do Brasil, Petrobras, Banco Central e Eletrobras, instituições que devem passar por uma transição

postado em 11/05/2016 07:48

Paulo Silva Pinto , Rosana Hessel

Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 23/2/15

A Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão as primeiras grandes estatais a terem troca de comando no governo do peemedebista Michel Temer ainda nesta semana. O número de ministérios deverá diminuir dos atuais 32 para 23. A presidente da Caixa, Miriam Belchior, e o do BNDES, Luciano Coutinho, deixarão os seus cargos logo.

Miriam é muito próxima de Dilma, com quem trabalhou na Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma a escolheu ministra do Planejamento depois de empossada na Presidência. No início do segundo mandato, nomeou-a presidente da Caixa. O banco foi usado pelo governo como instrumento de expansão do crédito, o que reduziu drasticamente o lucro no ano passado.

Coutinho já estava no BNDES com Lula e lá ficou com Dilma, de quem foi, no início, um dos principais conselheiros. Ele também se destacou como um dos grandes defensores da fracassada política de incentivos para ampliar os investimentos das empresas. O resultado foi o oposto: os desembolsos para aumentar ou modernizar a produção despencaram, e o dinheiro direcionado ao BNDES ajudou a levar os gastos públicos às alturas, razão central para a queda de Dilma.

Christian Hartmann/Reuters - 28/1/11

Cota do PP
A escolha do comando da Caixa será política: a instituição financeira ficará na cota do PP. Os dois nomes do partido mais cotados são Gilberto Occhi, funcionário de carreira do banco e ex-ministro das Cidades e da Integração Nacional. O fundo de pensão dos funcionários do banco, o Funcef, poderá ficar com o ex-ministro do Turismo Gastão Vieira. O substituto de Coutinho ainda não foi resolvido.

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No Banco do Brasil, o atual presidente, Alexandre Abreu, funcionário de carreira, deverá ser substituído por outro quadro interno. Não há pressa para isso, diferentemente do que ocorre com Miriam e Coutinho. É o caso também da Petrobras, comandada por Aldemir Bendini. O que se espera da principal estatal brasileira é que seja removido o ranço ideológico da direção. A avaliação da equipe próxima a Temer é que Bendini deu início a esse processo, mas não o concluiu.

Tanto na Petrobras quanto no Banco do Brasil haverá uma fase de transição. É o caso também do Banco Central (BC), que não terá alterações em sua diretoria até próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 6 de junho. O BC deverá ser comandado por um ex-diretor da instituição a ser escolhido pelo provável futuro ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O nome com maior chance de ocupar o cargo é do economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn. Ele é sócio da instituição financeira em que atua, portanto, será obrigado a se desfazer das ações para retornar ao BC. A possibilidade de fim do status de ministro no banco pesava contra a proposta, mas a questão foi equacionada por Henrique Meirelles com Temer.

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