Dr. Rosinha, sobre Beto “Hitler” e Fernando “Fascischini”: A dor não se expressa

publicado em 01 de maio de 2015 às 08:43

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Fotos Leandro Taques, Jornalistas Livres

A dor não se expressa

Dr. Rosinha, especial para o Viomundo

Beto ‘Hitler’ e Fernando ‘Fascischini’. Poderia ser esse o título do presente artigo. Ainda assim seria insuficiente para exprimir o que aconteceu na última quarta-feira (29) no Centro Cívico (ironia do nome), em Curitiba (PR). Dor, indignação, tristeza. Tudo isso é impossível de ser expressado em palavras.

A ironia no nome. ‘Cívico’ justamente porque ali deveria ser um lugar de civismo. E Beto Richa (PSDB) comete, neste 29 de abril de 2015, um dos maiores atos de incivilidade e barbárie da história do Paraná.

Assim como Richa, que no mínimo não tem vergonha na cara, sei que muitos gostariam de dizer que tudo o que ocorreu no Centro Cívico foi culpa do PT. Não. Não foi. Tudo foi culpa dele, Beto Richa.

Com seus atos de violência, Beto Richa tirou a máscara do PSDB e mostrou de frente e de perfil a verdadeira face do partido. E quem viu ficou horrorizado: é fascista. Os atos explicitaram o fascismo do PSDB. Não é á toa que passou a ser chamado por suas vítimas de Beto ‘Hitler’.

O título que poderia ter este artigo retrata muito bem um comportamento de intolerância, falta de diálogo, autismo político e mentira. E o resultado de tudo isso? Violência, violência, violência.

Todas estas características eram de Adolf Hitler, um dos principais líderes do fascismo no mundo e que tem como seguidor Beto Hitler e o secretário de segurança pública do Paraná, Fernando Francischini (Partido Solidariedade), que durantes as manifestações de fevereiro vinha sendo chamado por alguns dos educadores do Paraná de Fernando ‘Fascischini’. Outra ironia, o partido do secretário de Segurança se chama ‘Solidariedade’, justamente o que faltou a ele e a Beto Hitler neste dia 29.

As fotos e vídeos que circulam pelas redes sociais são estarrecedores: são imagens de um campo de batalha. Pessoas feridas, caídas, sangrando, correndo e todas elas com o rosto de medo, dor, indignação e de desespero. O som dos vídeos são gritos e choros.

Enquanto o massacre ocorria no Centro Cívico, assessores do governo e, segundo informações que circulam na internet, o próprio governador assistiam, riam e aplaudiam.

Depois de toda esta violência, Beto Hitler diz que o relato que recebeu da Secretaria de Segurança Pública “é que não houve violência, só contenção da massa que vinha para cima deles (policiais) tentando invadir a Assembleia”. Governador, o senhor acha que somos idiotas?

Faço esta pergunta porque o senhor acompanhou tudo de perto, teria supostamente inclusive festejado com alguns de seus secretários e assessores a ação da Polícia Militar. Agora quer que acreditemos que não houve violência?

No final do dia, após um espetáculo de horror – protagonizado pelo senhor e seu secretário de segurança –, com muitas lágrimas, tristeza, indignação e sangue derramado, o senhor solta uma nota dizendo que “lamenta profundamente os atos de confronto, agressão e vandalismo”.

Senhor governador Beto Hitler, só um idiota acredita nesta sua nota. Primeiro, não houve confronto. Houve massacre. Segundo, foi a polícia comandada pelo senhor e pelo seu secretário de Segurança quem perpetrou o massacre contra trabalhadoras e trabalhadores que nada mais faziam que lutar por seus direitos. Direitos que são obrigações do senhor garantir. No entanto, seu governo os ataca.

Outros argumentos da nota (“o radicalismo e a irracionalidade de pessoas mascaradas e armadas com pedras, bombas de artifício, paus e barras de ferro, utilizados contra os policiais, são responsáveis diretos pelo confronto”) são próprios dos autoritários e dos impostores.

Há, sim, desde o ano passado, quando o senhor não pagou parte dos salários dos servidores, radicalismo, irracionalidade e intolerância, mas por parte de seu governo.

Se houvesse alguém infiltrado, como o senhor alega na nota, entre os servidores e servidoras caberia à sua polícia identificá-los e levá-los para uma delegacia, até porque, pela sua própria nota, apenas sete pessoas foram presas.

A nota demonstra a incompetência de sua polícia e de seu secretário de segurança. Para prender sete pessoas, tiveram que usar mais de mil soldados, cachorros, bombas, jatos de água, helicóptero, mais de cem veículos e tantas outras parafernálias. Devido exatamente a esta incompetência é que se fortalece o crime organizado no Paraná.

Durante a elaboração do texto, cheguei ao título: “a dor não se expressa”. A dor não é só física, daqueles que foram vítimas da sua violência. A dor é de todos homens e mulheres que têm no peito um coração que luta por respeito, democracia, diálogo, tolerância, luta, enfim, por tudo aquilo que nos faz seres humanos.

Não entenda este artigo como indignação. Ele é feito com toda a minha razão de cidadão que não suporta a injustiça aplicada pelo senhor, o poder Judiciário e o poder Legislativo contra homens e mulheres que nada mais fazem que lutar por seus direitos.

É a razão daquele que luta contra o fascismo, tão apregoado, infelizmente, em nosso Brasil contemporâneo. É a razão de alguém que luta contra o fascismo de seu governo e de seu partido.

Dr. Rosinha, médico pediatra e servidor público, foi deputado federal (PT-PR)

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