Marília Gabriela anuncia fim de seu programa e saída do SBT

Amanda Serra
Do UOL, em São Paulo

20/01/201511h28

20.jan.2015 – Marília Gabriela posa apontando para mural com fotos de Sílvio Santos após anunciar sua saída do SBT. A apresentadora não falou com o dono da emissora sobre a saída. “O vice-presidente me ligou e depois recebi uma mensagem muito carinhosa da Daniela, que está com o Silvio em Orlando. Então imagino que ele já saiba. Perguntei se ele estava bravo e disseram que não”, contou Francisco Cepeda/AgNews
20.jan.2015 – Ao lado do diretor artístico do SBT, Fernando Pelegio, Marília Gabriela anuncia saída do SBT em evento na sede da emissora, em São Paulo. Ela disse que a saída vem após um 2014 de muitos questionamentos. “Tive um 2014 complicado, perguntas do tipo: ‘o que sou? para onde vou?”. Estou sentindo falta de outros recursos. Estava me sentindo repetitiva com o público. Estou partindo para outra”, afirmou Leia mais Francisco Cepeda/AgNews
20.jan.2015 – Marília Gabriela aperta as mãos do diretor artístico do SBT, Fernando Pelegio, ao anunciar sua saída da emissora em evento com jornalistas em São Paulo. A apresentadora brincou que estava deixando o SBT por uma “crise pessoal”. “Passei um 2014 pensando na vida. Perdi amigos. Fiquei pensando o que seria importante para mim”, disse Leia mais Francisco Cepeda/AgNews
20.jan.2015 – Marília Gabriela posa na sede do SBT, em São Paulo, após anunciar que deixará a emissora e que seu programa “De Frente com Gabi” chegará ao fim. A atração fica no ar até o final de fevereiro com entrevistas inéditas e, depois disso, o “Conexão Repórter” ocupará o horário Leia mais Francisco Cepeda/AgNews

Sem especulações, sem alardes, a apresentadora Marília Gabriela anunciou na manhã desta terça-feira (20) que está deixando o SBT para se dedicar ao teatro, ao canto e às aulas de filosofia. A jornalista comanda nas noites de domingo o talk-show “De Frente com Gabi” na emissora, na qual já havia apresentado anteriormente outros programas, como “Gabi Quase Proibida”, “First Class” e “SBT Repórter”. A atração fica no ar até o final de fevereiro com entrevistas inéditas e, depois disso, o “Conexão Repórter” ocupará o horário.

“Tive um 2014 complicado, perguntas do tipo: ‘O que sou? Para onde vou?’. Estava me sentindo repetitiva e isso não era justo comigo e nem com o público. Estou partindo para outra. Preciso de algumas respostas muito íntimas, particulares, que só vou conseguir não fazendo um programa de televisão no qual faço perguntas. Estou sentindo falta de outros recursos”, contou a apresentadora em entrevista a jornalistas na sede do SBT, em Osasco, Grande São Paulo. Em tom de brincadeira, ela disse que o motivo de sua saída é “crise de personalidade”.

“Passei um 2014 pensando na vida. Perdi amigos. Fiquei pensando o que seria importante para mim. Ainda não tenho todas as respostas, mas estou fazendo uma peça que vai levar o ano todo. Tenho dois livros que quero fazer. Quero fazer aulas com o [filósofo e ensaísta Luiz Felipe] Pondé. Ele é um sábio, quero que ele me ensine, embora eu não vá conseguir as respostas, quero elaborar mais as perguntas. De onde vim? Para onde vou? Para que sirvo? Quero voltar a cantar, consertei meu piano”, detalhou Gabi.

Com planos de estudar, cantar e escrever, Marília afirmou estar satisfeita com a decisão que tomou e descartou ter um programa noturno na Globo — “Não vou apresentar nenhum talk-show na Globo”. “Sou profundamente complicada com o conceito felicidade. Mas posso dizer que estou contente porque foi tudo decente, houve muita compreensão, tolerância. Estar contente, exageradamente contente seja a tal felicidade. Estou ficando mais feliz esse ano”, afirmou.

“Artista triste não performa 100%”

O diretor de planejamento artístico do SBT, Fernando Pelegio lamentou a saída da apresentadora e afirmou que não estava feliz com a decisão. “Tenho muito carinho por ela. Vai fazer muita falta ter a Marília Gabriela no casting do SBT, a atriz, jornalista, escritora, diretora. Sentirei falta da pessoa dela. Ela é muito bem humorada, a gente ri muito, então fico triste por isso. Saudoso das conversas por telefone e pessoalmente”.

A decisão da apresentadora foi apresentada ao Sistema Brasileiro de Televisão na última segunda-feira e surpreendeu a direção. “Ficamos chateados com a saída dela, mas entendemos completamente os motivos. O SBT não gosta de ter em seu elenco pessoas insatisfeitas. Artista triste não performa 100% e sempre precisamos do máximo de todos. A Gabi pediu uma reunião comigo na primeira semana de janeiro, mas como sairia de férias na semana seguinte deixamos essa reunião para ontem de manhã. Foi aí que ficamos sabendo da ‘resolução de final de ano’ dela”, contou Pelegio.

Apesar de encerrar suas atividades na TV aberta, Marília Gabriela não descarta um retorno à casa futuramente, o que marcaria sua 4ª passagem pelo SBT. Ela também vai continuar com o programa “Marília Gabriela Entrevista” no canal por assinatura GNT, no qual está desde 1998. “Continuo lá porque tenho interesse ali, em uma minissérie que vai estrear no segundo semestre e terei um papel. Comecei a pensar o que mais preciso nessa altura da minha vida. Preciso me dedicar a outras áreas.” A produção será baseada em seu livro “Eu Que Amo Tanto”, que terá mais contos escritos pela jornalista, e com direção de Bruno Barreto.

A minissérie na TV fechada não é o único projeto de Gabi como atriz: ela já começou a ensaiar e estreia no dia 28 de fevereiro no Teatro Faap, em São Paulo, a peça “Vanya e Sonia e Masha e Spike”, uma comédia do norte-americano Christopher Duran, que tem direção de Jorge Takla. Na trama ela vive Masha, personagem “emprestada” do romance “As Três Irmãs”, de Anton Tchekhov. “Fiquei muito feliz com o convite para essa peça”, declarou, negando ainda que tenha planos de fazer novelas. A jornalista deverá lançar dois livros pela Casa da Palavra.

Marília conta que não chegou a conversar pessoalmente com Silvio Santos sobre seu desligamento da emissora. “Imagina, quem sou eu? Conversei com o Leon [Abravanel, diretor de produções] e com o Fernando Pelegio. O vice-presidente me ligou e depois recebi uma mensagem muito carinhosa da Daniela [Beyruti, filha do ‘patrão’], que está com o Silvio em Orlando (EUA). Então imagino que ele já saiba. Perguntei se ele estava bravo e disseram que não. Foi uma separação amigável, cuidadosa, delicada, com nostalgia. As portas estão abertas na minha direção e na direção deles [SBT]”, contou a jornalista.

“Fiz entrevistas históricas, com personagens da história contemporânea e com personagens atuais. Do hip-hop, do sertanejo. Acredito que não deve haver preconceito. Temos que estar abertos para tudo que move o tecido social. Se hoje, são essas as pessoas que importam no cenário, deve ter uma razão. Então, vamos ouvi-las”, concluiu a apresentadora, ressaltando que manterá o faro jornalístico.

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Veja em fotos momentos marcantes da trajetória de Marília Gabriela128 fotos

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Marcelo Tas é o entrevistado de Marília Gabriela no “De Frente com Gabi” que vai ao ar no próximo domingo (25/9/11) Carol Soares/Divulgação/SBT

Jean Wyllys posta foto beijando amigo e defende filho de Marília Gabriela

Do UOL, no Rio e em São Paulo

17/02/201506h46

Em camarote da Sapucaí, Jean Wyllys beija amigo e sai defesa de Theodoro Cochrane, filho da apresentadora Marília Gabriela

Aproveitando o Carnaval em um camarote da Sapucaí na madrugada desta terça-feira (17), o deputado federal Jean Wyllys beijou um amigo para sair em defesa Theodoro Cochrane, filho da apresentadora Marília Gabriela que foi flagrado aos beijos com um moreno em Salvador.

Wyllys publicou em sua página no Facebook uma foto do beijo e disse que ele foi uma homenagem a Cochrane. O post diz: “Theodoro Cochrane, beije mesmo; beije muito! Todo e qualquer beijo é gay quando é motivado por alegria e desejo. Não há ‘pecado’ algum em beijar outro homem; não há vergonha alguma. O único pecado (e vergonha!) é a estupidez de quem não admite a expressão de outras formas de amar, mesmo disfarçando seu preconceito em ‘notícia’. Toda minha solidariedade a você! Beijei em sua homenagem”.

À reportagem do UOL, Wyllys confirmou que o homem que beija na foto é um amigo chamado Guilherme. “É só um amigo. O beijo foi uma forma de expressar o meu apoio ao beijo, ao direito de se beijar”, afirmou.

*Com informações de Ana Cora Lima

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Famosos curtem a folia no Carnaval de Salvador120 fotos

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15.fev.2015 – O ator Theodoro Cochrane aproveitou o domingo de Carnaval em camarote de Salvador Divulgação/Schin

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“Foi uma foto roubada”, diz Gabi sobre beijo do filho em homem no Carnaval

Do UOL, em São Paulo

30/03/201522h40

A atriz e jornalista Marília Gabriela em cena na peça "Vanya e Sonia e Masha e Spike"

  • A atriz e jornalista Marília Gabriela em cena na peça “Vanya e Sonia e Masha e Spike”

A jornalista e atriz Marília Gabriela, 66 anos, foi a entrevistada do programa “Roda Viva” (TV Cultura) desta segunda-feira (30). Marília disse que estava se sentindo em uma situação delicada ao deixar de ser entrevistadora para se tornar a entrevistada da noite. A profissional, aliás, foi no passado ex-apresentadora do programa, cargo atualmente assumido por Augusto Nunes.

Uma das primeiras perguntas que a jornalista respondeu foi sobre um livro que ela está escrevendo e que terá elementos da sua vida pessoal “No ano passado um amigo morreu e eu percebi, isso pode acontecer comigo”, disse. “Me olhando no espelho, coisa que não faço com frequência, apenas porque não tenho costume, não me reconheci. Para ser o que sou, tive que deixar muita gente querida para trás e me tornei uma pessoa pública, passível de crítica”, analisou. “O livro vai juntar os cacos para dizer o que me tornei. Mas não é uma obra de memórias. Não é uma biografia. Pode ser ficção. Mas estou buscando uma identidade”.
Em uma outra pergunta sobre o que ela acha do jornalismo praticado na TV, Marília surpreendeu os entrevistados ao dizer que não assiste TV aberta. “Não vejo televisão e não assisto o que faço”, disse. “Gosto de ler jornais e as revistas semanais e indo depois para a internet”. Em seguida, Marília comentou que está com vontade de parar. “Parei com o SBT. Estou parando aos poucos. Senti a necessidade de me presentear e me agradar”.
A apresentadora falou também sobre uma foto polêmica que flagrou o seu filho beijando outro homem durante o carnaval.  “Eu tive um programa de sexo no SBT. Eu esperava que ele fosse produtivo. Entrevistei pessoas com diversas orientações sexuais, ali elas poderiam expor preconceitos que enfrentam e que contassem do cotidiano. Eu queria que as pessoas percebessem que sexo é natural. No meu programa, essas pessoas eram convidadas e falavam sobre o assunto de forma voluntária”, disse. “Acho deselegante, no entanto, expor pessoas que não querem falar sobre isso ou se expor publicamente. Aquela foi uma foto roubada. Aquilo foi um encontro rápido que se deu na rua, foi uma foto roubada de uma intimidade nunca exposta por vontade da pessoa focalizada”.
Curso de submissão
Marília comentou também sobre sua atuação na TV e que a maior dificuldade que tinha era a de acatar ordens. “Fui fazer uma personagem submissa e eu não sou assim. Eu tive que fazer um curso para ser mais submissa”, lembrou. “Neste curso eu fiz um exercício EM que eu deitava no chão e uma pessoa deitava por cima e eu tinha que tentar sair. Em outros exercícios eu tinha que acatar ordens sem questionar. Todo dia que eu saía do curso eu olhava para o meu colega dizia: ‘Quando esse curso acabar eu vou meter a mão na sua cara'”.
A apresentadora destacou também sobre seus primeiros anos de televisão. “Quando eu era jovem eu tinha ambição de ser a pessoa mais inteligente da televisão. Depois de velha, eu só queria ser a mais bonitinha da TV”.

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Briga nos tribunais

Justiça obriga Ibope a abrir ‘caixa-preta’ da audiência para o SBT

DIVULGAÇÃO/SBT

Silvio Santos em seu programa; SBT derrotou Ibope na Justiça e terá acesso à ‘caixa-preta’ da audiência

Por PAULO PACHECO, em 30/03/2015 · Atualizado às 04h45 Após 14 anos de disputa judicial, o SBT conseguiu finalmente vencer o Ibope, e a empresa de pesquisas terá de abrir sua “caixa-preta”. A Terceira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) recusou recurso do Ibope e manteve, em decisão final, sentença de 2003 que obriga o instituto a revelar dados confidenciais de sua metodologia de aferição de audiência, principalmente da chamada “real time”, em tempo real. O processo acaba de ser declarado “transitado em julgado”, ou seja, não cabem mais recursos. O SBT aguarda apenas o cumprimento da sentença.

A briga começou em 2001. O SBT questionava a medição de audiência minuto a minuto, quando em 12 de agosto daquele ano foi punido pelo Ibope com a suspensão de 24 horas do serviço. Na época, o Ibope argumentou que a emissora havia violado as regras de divulgação dos números. A rede de Silvio Santos sentiu-se lesada e processou o Ibope. Além de questionar a punição, pediu acesso aos dados confidenciais da medição.

Em 2003, o SBT obteve a primeira vitória. O instituto foi condenado pela Justiça paulista a pagar R$ 30 mil por dia para a emissora caso não mostrasse a “forma, a metodologia e os elementos utilizados em todos os mecanismos para pesquisa de audiência e apuração de resultados”.

O Ibope recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve a sentença. O instituto, então, apelou ao STJ, em Brasília. Em dezembro, a Terceira Turma, formada por cinco ministros, rejeitou o recurso do Ibope. No dia 19 de fevereiro,o STJ declarou o processo “transitado em julgado”, ou seja, não é mais possível recursos.

Peoplemeter, aparelho do Ibope que mede audiência em tempo real (Foto: Reprodução)

Enquanto brigava com o Ibope na Justiça, o SBT chegou a oferecer dinheiro a quem revelasse possuir um peoplemeter, aparelho que mede a audiência em tempo real. Em São Paulo, há cerca de 930 aparelhos instalados em sigilo em domicílios escolhidos pelo Ibope. No Brasil, são cerca de 6.000. Com a sentença, o SBT espera agora ter acesso à localização dos peoplemeters para verificar se a amostra do Ibope realmente representa as classes sociais e sua distribuição geográfica.

Ainda na gurerra com o Ibope, em 2004 o SBT financiou a criação de um instituto, o Datanexus, mas cancelou seis meses depois porque os resultados eram os mesmos. Ao lado da Record, Band e RedeTV!, a rede está bancando a instalação no Brasil do instituto alemão GfK, que começa a medir audiência oficialmente em abril.

Segundo o Ibope, a medição de audiência é auditada e segue padrões e normas internacionais para garantir a qualidade do serviço. O instituto proíbe a divulgação de números em tempo real pelas emissoras para não influenciar o público.


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O combate à corrupção é pauta da direita?

Leonardo Sakamoto

26/03/2015 07:55

Sakamoto recebe Jean Wyllys, Laura Capriglione e Guilherme Boulos; veja
Publicado em 10/02/2015 às 08h00

Produzido pelo Blog do Sakamoto, este é um programa de debates para analisar o que está bombando no Brasil e no mundo sob um ponto de vista de esquerda – seja lá o que significar ser de esquerda hoje em dia.

Ao invés de atender ao pedido “Vá para Cuba!”, trouxemos a ilha para cá. Afinal de contas, se até Cuba e Estados Unidos podem voltar a conversar, por que não podemos estabelecer um diálogo saudável por aqui?

Com mediação do blogueiro e cientista político, Leonardo Sakamoto, o debate conta com a participacão do professor e coordenador do MTST, Guilherme Boulos, do jornalista e deputado federal Jean Wyllys e da jornalista e escritora Laura Capriglione.

Você pode ver a íntegra do programa (33 minutos) ou cada tema separadamente (com cerca de cinco minutos cada).

Atualizado em 23/02/2015 às 18h01

O combate à corrupção é pauta da direita?

Leonardo Sakamoto

26/03/2015 07:55

Audiência cai quando falo de modo sério sobre gays, diz Aguinaldo Silva

27/03/201517h47

Aguinaldo Silva é autor de novelas como "Império", "Fina Estampa", "Senhora do Destino" e outras
Aguinaldo Silva é autor de novelas como “Império”, “Fina Estampa”, “Senhora do Destino” e outras

Leia mais em: http://zip.net/bpq1nS

Leia mais em:http://zip.net/bpq1nS

Em uma entrevista reveladora, dada ao programa “Diálogos”, apresentado por Mario Sérgio Conti, na GloboNews, nesta quinta-feira (26), Aguinaldo Silva explicou por que é contra a exibição de beijo entre dois homens em suas novelas.

“Eu assisto a novela com o aparelho que mede a audiência em tempo real. Sei que esse é um assunto que vai causar mal-estar, uma certa polêmica”, disse.
Falando de “Império”, que chegou a mostrar um romance entre dois personagens masculinos, Claudio (José Mayer) e Leo (Klebber Toledo), Aguinaldo acrescentou: “Eu percebia que nos momentos em que esse assunto era tratado de modo mais sério a audiência caia. Ou seja, a maioria não quer ver isso.”
Sua conclusão é a seguinte: “E o que a novela almeja? É a audiência. É assim que ela se vende. Então, você tem que ter muito cuidado com os temas sobre os quais fala na novela.”
Em outro momento, Aguinaldo disse ambicionar ser “o Balzac das novelas”, numa referência ao escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850).
A observação veio em resposta a uma provocação de Conti, para quem o autor “poderia ser o Balzac brasileiro se ficasse no romance”. Ele respondeu: “Gosto de escrever novela, quero fazer isso da melhor maneira possível e quero ser o Balzac das novelas.”
Em outro momento interessante, questionado se não considerava a telenovela como um gênero menor, Aguinaldo disse: “Daqui a 50, 60, 80 anos, quando as pessoas quiserem saber como era o Brasil desses últimos 50 anos, elas vão ver as telenovelas. É lá que está o Brasil.”
Indo mais longe, disse ainda: “Não é na literatura, não é no teatro, não é nada disso. É na telenovela que está o Brasil. Esse Brasil que as pessoas desdenham, o Brasil das novelas, é o Brasil que as pessoas vão ver no futuro.”
Por fim, indagado se não gostaria de escrever uma novela com temática política, como o mensalão, por exemplo, disse. “Não daria uma boa novela, mas uma boa minissérie.”
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Relembre os beijos gays que já foram exibidos na televisão 17 fotos

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“Império” (2015) Um bitoca discreta foi dada pelos personagens Claudio Bolgari (José Mayer) e Leonardo (Klebber Toledo) na trama de Aguinaldo Silva Reprodução/TV Globo

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Gabrielli diz que sondas foram compradas legalmente

N – Ontem, quinta-feira (26), o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, prestou depoimento à Justiça Federal do Paraná por ocasião das investigações da Operação Lava Jato. O relato foi filmado e disponibilizado pelo Estadão.

Questionado sobre as aquisições, em 2006 e 2007, dos navios-sonda das empresas Mistui e Samsung , Gabrielli disse que tudo foi feito seguindo as normas da estatal. “Acredito que as duas sondas seguiram em ultima instância todos os procedimentos da Petrobras”, disse.

Ele afirmou também que o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró nunca lhe pediu nenhum tipo de “facilitação” nas negociações para as compras do equipamento com as empresas estrangeiras.

De acordo com o executivo, esse tipo de compra envolve várias decisões da diretoria executiva da estatal, e não apenas o parecer do diretor da área internacional. As decisões são feitas com base em pareceres técnicos das diretorias internacional e de finanças, além do parecer do setor jurídico da companhia. “Existem várias aprovações, cada uma tem uma pauta, uma ata”, disse Gabrielli.

Questionado pelo juiz Sergio Moro, Gabrielli disse que teve “poucos contatos com Julio Camargo”, o lobista que fez delação premiada. “Ele era o representante da Mitsui no Brasil, pelo que me consta. Representava comercialmente, tinha participações nas reuniões com os técnicos. Mas não tive nenhuma reunião pessoal com ele”.

Gabrielli também negou conhecer Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, preso como suposto operador do PMDB na diretoria internacional da Petrobrás. “Não conheço o sr. Fernando Soares. Não me recordo se ele esteve presente em reuniões com a Mitsui e a Sansung. Não consigo lembrar quem era o sr. Fernando Soares”, afirmou.